Construção conhecida por Piscina de D. Afonso Henriques, Termas

 

Monumento Nacional (M. N.), decreto n.º 28536 de 22/03/1938

 

« Complexo termal Romano, com importantes remodelações realizadas nos secs. XVI, XVII e XVIII».

(In Património Arquitectónico e Antropológico Classificado, p. 51)

Na Idade Média, a fama das termas eram de tal ordem, que ali teria estado D. Afonso Henriques, depois de ter partido uma perna em Badajoz.

É por isso que se chama “piscina de D. Afonso Henrique”.

Do edifício romano resta uma piscina posta a descoberto nas primeiras escavações ali realizadas e o edifício da referida piscina. Esta, conserva ainda as paredes do edifício romano, construído com fiadas alternadas de pedra e tijolo e as entradas são, ainda, os arcos redondos Romanos.

A base é constituída por grandes blocos de pedra almofadado e perfeitamente colados uns aos outros.

No interior do edifício são bem visíveis os arranques dos arcos que suportavam a abóbada, em meia cana e um nicho semicircular, certamente para colocar a imagem de alguma divindade.

É provável que a capela da Senhora da Saúde esteja também  dentro das paredes romana. Prosseguem ali trabalhos de escavações arqueológicas e conservação das estruturas romanas.

Da época alta medieval, é possível observar um segmento de ajimez embutido na parede exterior do topo da pequenina  capela erigida em honra de S. Martinho. Trata-se de uma peça  rara a sul do Rio Douro e que pertenceu a um edifício religioso.

«O ajimez, partido do lado esquerdo, tem arcos ultrapassados e possui uma moldura torneada».  ( In Roteiro Arqueológico da Região de Turismo Dão- Lafões, 1994,p. p. 141/143)

As suas águas medicinais, sulfurosas e quentes, são como já referimos, conhecidas desde tempos remotos com poderes curativos e indicações terapêuticas e a forma de ministrar os tratamentos, vai da ingestão, ao banho de emersão, de chuveiro ou aspersão, à sauna e inalações. Os tratamentos são usados para minorar os males dos ossos e de todo o aparelho respiratório.